O dia a dia do deficiente auditivo

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Você consegue imaginar como é o dia a dia de um deficiente auditivo? Já não bastasse a dificuldade de ter uma deficiência auditiva, que afeta diretamente o paciente e quem o cerca, o preconceito prejudica ainda mais a convivência com o mundo.

A vida não é fácil para quem tem o sentido da audição comprometido. O deficiente auditivo é obrigado a aprender a linguagem de sinais (libras) e, também, a conviver com pessoas que nem sempre entendem essa deficiência como uma disfunção natural. Dedique-se ao conhecimento desse outro universo agora!

Deficiência auditiva: estatísticas

No Brasil, há mais de 10 milhões de pessoas com deficiência auditiva, segundo o Censo. Dentre esses, 2,5 milhões são portadores de deficiência auditiva severa, o que representa uma perda de 70 a 90 decibéis. Um milhão são jovens de até 19 anos.

A deficiência auditiva pode ser hereditária ou adquirida. A hereditária pode ser causada por infecções contraídas pela mãe durante a gestação ou por drogas que interferem na má formação do sistema auditivo do bebê.

A adquirida pode ter várias causas, incluindo acidentes e traumatismos cranianos ou até exposição a sons prejudiciais no ambiente de trabalho.

Deficiência auditiva na infância

Por incrível que pareça, até hoje deficientes auditivos sofrem com o preconceito. Muitas pessoas — principalmente os jovens — não utilizam o aparelho auditivo por vergonha ou mesmo para evitar situações constrangedoras de desrespeito. Há também bastante atraso no diagnóstico pela falta de informação que se tem sobre possíveis problemas auditivos desde a infância.

Por isso, destacamos a importância da luta pela inclusão diária de deficientes auditivos na comunidade e pelo entendimento real da limitação e de suas implicações. Conheça os principais direitos dos deficientes auditivos.

Dentre as obrigações e cuidados dos pais com um filho, está a realização do teste de audição logo nos primeiros meses de vida e durante todo o período escolar.

De outra maneira, problemas de audição não detectados podem levar o aluno à falta de aproveitamento — pela falta de escuta do conteúdo — e a diagnósticos equivocados, apontando, por exemplo, um déficit de atenção inexistente.

Tal descuido pode causar grandes atrasos com recuperação escolar, mas principalmente muitos problemas de autoestima para a criança e que, certamente, repercutirão em toda sua história.

O dia a dia do deficiente auditivo

Na idade adulta, o deficiente auditivo também passa por problemas causados pela falta de inclusão. Alguns exemplos:

  • O deficiente auditivo sente falta de sinalizadores luminosos (letreiros) para as mais variadas informações, como em filas de banco e repartições, ou mesmo no comércio, em lojas, feiras, exposições e outros;
  • As prestadoras de serviços de transporte, como rodoviárias, aeroportos, portos, onde todas as informações atualizadas de embarque e desembarque são prestadas pelo alto falante, obriga o deficiente auditivo a estar sempre acompanhado;
  • São comuns as filas especiais para idosos e deficientes. Mas o deficiente auditivo precisa enfrentar aqueles que duvidam da sua real condição. E ele precisa mostrar o aparelho na orelha, o que causa constrangimento;
  • Até no mais simples passatempo caseiro, que é assistir TV, o deficiente encontra dificuldade. Nem todos os programas oferecem a possibilidade de legendas. E quando fazem, são meio fora de sintonia ou com uma linguagem de difícil compreensão;
  • Boa parte da cultura não é acessível para o deficiente auditivo: música, teatro, cinema, cursos livres,…
  • Ao contrário de outras deficiências, o deficiente auditivo não tem o direito ao desconto para compra de automóveis;
  • Em caso de emergência, a pessoa portadora de deficiência auditiva apresenta bastante dificuldade para solicitar socorro via telefone;
  • Mesmo para aquisição de aparelhos auditivos, o deficiente auditivo não tem a mesma facilidade de isenção que têm outros portadores de deficiência, que se beneficiam de próteses, aparelhos e acessórios. O único benefício dado pelo Governo é o financiamento com juros um pouco menores por meio do Banco do Brasil.

Esses são apenas alguns pontos de dificuldade no dia a dia de um deficiente auditivo.

Vale lembrar que, hoje em dia, os aparelhos auditivos são muito desenvolvidos tecnologicamente e permitem aos deficientes auditivos uma boa qualidade de vida, minimizando bastante tais problemas citados.

Indique essa tecnologia e, se precisar, faça um teste do aparelho gratuitamente!

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Fga. Ariane Gonçalves

Fonoaudióloga • CRFa 5-11150

Graduada em Fonoaudiologia pelo Centro Universitário Planalto do Distrito Federal, Ariane Gonçalves possui pós-graduação em Audiologia Clínica e Ocupacional pelo Centro de Especialização em Fonoaudiologia.

Atua com foco em avaliação auditiva, adaptação de aparelhos auditivos e acompanhamento fonoaudiológico, ajudando pacientes a retomarem a conexão com os sons e a qualidade de vida por meio de um atendimento humanizado, cuidadoso e orientado às necessidades de cada pessoa.

Na AudioFisa, participa da produção e revisão de conteúdos educativos sobre saúde auditiva, exames, perda auditiva e reabilitação auditiva, sempre com base em informação clara, responsável e acessível.

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