Cuidados básicos com os idosos da sua família

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Nos últimos anos, cada vez mais pais acabam morando longe dos seus filhos ou dos parentes mais próximos, por motivos que variam entre aspectos econômicos e novos estilos de vida.

E, segundo dados do IBGE, a proporção de idosos, com 60 anos ou mais, cresceu 4,5% pontos percentuais somente entre 2005 e 2015. Essa informação demonstra o grande número de pessoas que não podem ser desamparadas.

Para garantir a segurança e a tranquilidade dos idosos, é fundamental a família ter alguns cuidados que, embora básicos, não podem ser esquecidos ou negligenciados. Afinal, quem já fez muito pelos filhos e pelo país merece aproveitar a terceira idade com suporte, não é mesmo? Acompanhe!

Cuidados básicos com os idosos da sua família

  • Embora atualmente haja várias formas de acompanhamento de idosos, inclusive aplicativos de monitoramento à distância durante 24 horas por dia, dê sempre preferência para o contato humano. Nessa fase da vida, o afeto físico faz toda a diferença entre as alternativas para assisti-los.
  • Uma boa conversa franca e transparente sobre os anseios deles e necessidades vistas sob a ótica deles ajuda muito a programar os próximos passos a serem seguidos pela família. O objetivo é promover a qualidade de vida que os idosos merecem.
  • Incentive-os a continuar aproveitando a vida de acordo com suas possibilidades físicas e financeiras. Quanto mais independentes eles envelhecerem, mais felizes se sentirão.
  • A felicidade está diretamente relacionada à qualidade de vida. Lembre-se dos costumes deles que, ao longo da vida, foram importantes. Afinal, já está mais do que provado que a longevidade não está relacionada somente a fatores genéticos e ambientais, ela depende dos bons hábitos das pessoas.
  • Estimule os idosos à prática regular de exercícios físicos, nem que seja duas vezes por semana. Essa periodicidade pode parecer pouco para quem é mais novo, mas ela já é capaz de reduzir em 45% os riscos de infarto entre idosos. Entre as atividades, uma boa opção para os idosos é a hidroginástica. Ela fortalece os músculos com menos impacto nos ossos e nas articulações, libera endorfina, proporciona bem-estar e melhora também a mobilidade, sem prejudicar a coluna.
  • Não descuide da hidratação. Seja por não terem o costume, por preguiça de levantar e até por esquecimento, dependendo do caso, percebe-se que idosos costumam tomar pouca água. A desidratação pode causar tonturas, infecções urinárias e intestinais, confusão mental, câimbras, espasmos, e até perda de consciência, em níveis mais graves.
  • O acompanhamento médico entre os idosos deve ser frequente. E estamos falando de todas as especialidades. A perda de audição, por exemplo, é uma deficiência que se desenvolve naturalmente com o avanço da idade. Se não tratada da melhor forma possível, pode ser responsável por vários outros problemas de saúde. Ainda, é natural que, com a idade, a dificuldade de enxergar também aumente, sendo necessária a visita ao oftalmologista. Atente-se para todas essas limitações que surjam a fim de promover, com segurança, uma qualidade de vida ao idoso.
  • Se o seu idoso tem dificuldade em ouvir a campainha ou o telefone, reclama de tonturas ou vertigens, sente-se ansioso e está se isolando cada vez mais do convívio social, fique atento e corra para uma consulta ao otorrinolaringologista. Caso seja diagnosticado uma perda auditiva, um aparelho auditivo pode ser ótima opção de tratamento graças ao seu desenvolvimento tecnológico.
  • Por fim, mas um dos pontos mais importantes: respeite os idosos do seu convívio. Nenhum dos cuidados acima são bem-vistos, caso sejam seguidos sem o consentimento da pessoa em questão. Uma vez consciente, o idoso é completamente capaz de tomar suas próprias decisões de vida. Cabe aos familiares oferecer o suporte necessário e apresentar caminhos positivos.

Leia também: Quais são os tipos mais comuns de perda auditiva e como identificar?

Os tipos mais comuns de deficiência auditiva e como identificá-las
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Fga. Ariane Gonçalves

Fonoaudióloga • CRFa 5-11150

Graduada em Fonoaudiologia pelo Centro Universitário Planalto do Distrito Federal, Ariane Gonçalves possui pós-graduação em Audiologia Clínica e Ocupacional pelo Centro de Especialização em Fonoaudiologia.

Atua com foco em avaliação auditiva, adaptação de aparelhos auditivos e acompanhamento fonoaudiológico, ajudando pacientes a retomarem a conexão com os sons e a qualidade de vida por meio de um atendimento humanizado, cuidadoso e orientado às necessidades de cada pessoa.

Na AudioFisa, participa da produção e revisão de conteúdos educativos sobre saúde auditiva, exames, perda auditiva e reabilitação auditiva, sempre com base em informação clara, responsável e acessível.

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