O QUE É O ZUMBIDO NO OUVIDO?
O zumbido no ouvido é a percepção de um som que não vem de uma fonte externa. Ele pode parecer um chiado, apito, cigarra, panela de pressão, abelha ou até um barulho de pernilongo no ouvido.
Também chamado de tinnitus, o zumbido pode ser percebido em apenas um ouvido, nos dois ou dentro da cabeça. Em algumas pessoas, aparece ocasionalmente. Em outras, permanece por longos períodos e interfere na concentração, no sono e na qualidade de vida.
Embora o zumbido não seja uma doença, ele pode ser um sinal de alterações no sistema auditivo ou de outras condições de saúde. Por isso, quando é persistente, surge repentinamente ou vem acompanhado de outros sintomas, precisa ser investigado.

O QUE CAUSA
Exposição longa a barulhos muito altos (acima de 80 decibéis)
A exposição a sons muito elevados afeta a audição, podendo causar um zumbido temporário ou permanente (a depender do tempo de exposição). Além disso, ressalta-se que o hábito é considerado um fator de risco para o desenvolvimento de perda auditiva que pode apresentar, como primeiro sintoma, o barulho do zumbido.
Diabetes descontrolada:
Altos níveis de insulina no sangue podem afetar os estímulos elétricos que transmitem o som escutado pelo ouvido até o cérebro, o que também pode ocasionar o zumbido.
Doenças cardiovasculares não tratadas:
Doenças cardiovasculares, como a hipertensão e arteriosclerose, podem afetar a irrigação sanguínea no ouvido e causar, como primeiro efeito, o zumbido. Caso a condição não seja revertida a tempo, o zumbido pode evoluir para a perda auditiva.
Consumo excessivo de café:
Tomar mais do que 4 xícaras por dia pode aumentar muito a atividade das células da região, já que a cafeína é uma substância estimulante. Esse hábito contínuo pode resultar em lesões nas células do ouvido e em possível zumbido.
Excesso de cera no ouvido
O excesso de cera no ouvido bloqueia as vias auditivas e, a longo prazo, pode infeccionar. Desse modo, um dos primeiros sintomas do problema pode ser o zumbido.
Uso de medicamentos ototóxicos
Determinados antibióticos, diuréticos, quimioterápicos, AAS (aspirina), anti-inflamatórios e antidepressivos, em altas doses, podem alterar o fluxo sanguíneo no ouvido ou o metabolismo da região e causar o zumbido.
Perda auditiva
Por fim, percebe-se que a perda auditiva é a principal causa do zumbido. Uma vez comprovados os danos permanentes nas células auditivas, uma das primeiras respostas do corpo se dá por meio de zumbidos na região, especialmente em casos mais avançados da doença.

COMO TRATAR O ZUMBIDO
Por não se tratar de uma doença, mas de um sintoma, para contornar o zumbido é preciso tratar a sua causa primária.
A recomendação, portanto, é consultar um otorrinolaringologista desde o princípio do problema. Caso o especialista descarte a perda auditiva ou outras doenças relacionadas, ele direcionará o paciente para outras especialidades médicas que deverão continuar o diagnóstico.
O que vale ressaltar é: ouvir zumbido no ouvido não é normal. O sintoma indica algo errado em sua saúde e, por isso, deve ser investigado o mais breve possível.
Barulho de pernilongo no ouvido pode ser zumbido?
Sim. A sensação de ouvir um barulho de pernilongo no ouvido, mesmo quando não existe nenhum inseto por perto, pode ser uma manifestação do zumbido.
Geralmente, esse ruído é descrito como um som agudo, fino e contínuo, semelhante ao voo de um mosquito próximo ao ouvido. Ele pode ficar mais perceptível à noite ou em ambientes silenciosos, quando há menos sons externos para desviar a atenção.
O formato do som, no entanto, não revela sozinho a causa do problema. O zumbido pode ter diferentes origens, como exposição a ruídos intensos, perda auditiva, excesso de cera ou alterações no ouvido interno. A avaliação profissional é necessária para entender o que está acontecendo em cada caso.
Ouvir barulho de pernilongo no ouvido tem cura?
Não é possível afirmar que o barulho de pernilongo no ouvido tem cura sem conhecer sua origem. Em alguns casos, o sintoma desaparece quando a causa é tratada. Em outros, o objetivo é reduzir sua intensidade e o impacto na rotina.
Por isso, evite receitas caseiras, automedicação ou a introdução de objetos no ouvido. A investigação adequada aumenta as chances de encontrar a causa e escolher a conduta mais segura.