Principais problemas enfrentados na adaptação ao aparelho auditivo

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Toda mudança exige um período de adaptação. Para pacientes com perda auditiva e que precisam usar o aparelho auditivo, não seria diferente.

Ele é um corpo estranho que fica grudadinho na orelha ou até mesmo dentro dela, para cumprir uma função mais que importante: devolver a qualidade de vida para quem tem deficiência auditiva.

A adaptação ao aparelho auditivo pode trazer algumas pequenas dificuldades no início. Mas nada que com paciência, perseverança e procedimentos corretos não possa ser alcançado. O melhor é se concentrar nos benefícios que o aparelho traz à audição.   

Quanto melhor a adaptação, mais rápidos são os resultados   

A perda auditiva pode ocorrer em qualquer idade e por vários motivos. Para cada tipo de dificuldade, grau da deficiência, idade do paciente e suas preferências, existe um aparelho auditivo que funciona melhor.

E quanto melhor for a adaptação, mais rapidamente aparecem os resultados positivos, seja para a melhoria da audição, do convívio social e para o aumento da autoestima.

Sendo assim, depois de escolher o melhor aparelho para o seu caso, é hora de passar por um período de adaptação. Ele pode ser curto ou mais longo, dependendo do jeito que cada um leva para se acostumar com a forma como o som é transmitido.

Adaptação ao aparelho auditivo: acompanhamento profissional é indispensável

Depois que o paciente vai ao médico otorrinolaringologista, faz os exames incluindo a audiometria e recebe a prescrição do aparelho auditivo, ele já começa a entender melhor como é usá-lo. Antes de adquirir, ele também recebe orientações do fonoaudiólogo e de pessoas especializadas que facilitam o período de adaptação.

É que, geralmente, após a escolha do aparelho, o paciente conta com o benefício de experimentá-lo por 7 dias sem custo. Depois desta fase, volta ao fonoaudiólogo para alinhar alguma dificuldade. Somente após os eventuais ajustes necessários é que o aparelho é comprado.

Principais dificuldades e como enfrentá-las

 

  • A adaptação não é imediata

 

O cérebro precisa se habituar à novidade. Mas calma, aos poucos – cerca de 3 a 6 meses dependendo do caso – ele se adapta às novas informações que passa a receber. Durante esse período, o melhor é usar o aparelho durante todo o dia em diferentes ambientes que tenham sons e volumes variados, para que o cérebro assimile as novas captações.

 

  • Dificuldade para compreender as conversas

 

Assim como o cérebro precisa se habituar com os novos sons recebidos, alguns pacientes relatam dificuldade na compreensão cognitiva da mensagem. Situações com muitas pessoas falando ao mesmo tempo, por exemplo, podem ser perturbadoras, a princípio. Isso porque os pacientes passaram muito tempo sem precisar interpretar tantas falas e mensagens que também precisam adaptar-se a uma comunicação mais ampla com o mundo. A recomendação para esses casos é, principalmente, persistir na sua participação nas conversas entre amigos e familiares.

 

  • Desânimo

 

A idade pode ser um fator agravante na adaptação. Pessoas mais idosas têm mais dificuldade de lidar com o novo e podem desanimar por causa do processo de adaptação ou até por uma certa dificuldade em realizar a limpeza.

O desânimo também pode surgir dependendo do grau da perda auditiva e da expectativa do paciente. Quando a deficiência é mais elevada, o resultado positivo do aparelho e seus benefícios pode demorar um pouco mais. Mas, nos dois casos, a recomendação é não desanimar. É aí que entra a perseverança que falamos no início.

 

  • Fator estético

 

O fator estético não deveria ser um problema, já que o paciente pode escolher o aparelho auditivo de acordo com sua preferência entre os vários modelos disponíveis. Porém, caso ainda exista o receio, a indicação é rever os modelos do mercado e conversar com o seu fonoaudiólogo sobre as suas expectativas com o uso do aparelho.

 

  • Falta de acompanhamento

 

O acompanhamento com fonoaudiólogo é essencial e indispensável em todo processo de adaptação aos novos aparelhos. Com esse acompanhamento, será possível indicar tudo que precisa ser ajustado nos volume e sons transmitidos.

Confiança ajuda muito

Como vimos, a colaboração e determinação do usuário do aparelho auditivo são fundamentais no processo de adaptação. Estando ciente de que pode ser um pouco demorado, confiando em todas as orientações obtidas e não faltando às consultas marcadas, o conforto e o bem-estar são uma consequência praticamente natural. Como dito, o acompanhamento periódico do fonoaudiólogo é essencial nesse processo.

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Fga. Ariane Gonçalves

Fonoaudióloga • CRFa 5-11150

Graduada em Fonoaudiologia pelo Centro Universitário Planalto do Distrito Federal, Ariane Gonçalves possui pós-graduação em Audiologia Clínica e Ocupacional pelo Centro de Especialização em Fonoaudiologia.

Atua com foco em avaliação auditiva, adaptação de aparelhos auditivos e acompanhamento fonoaudiológico, ajudando pacientes a retomarem a conexão com os sons e a qualidade de vida por meio de um atendimento humanizado, cuidadoso e orientado às necessidades de cada pessoa.

Na AudioFisa, participa da produção e revisão de conteúdos educativos sobre saúde auditiva, exames, perda auditiva e reabilitação auditiva, sempre com base em informação clara, responsável e acessível.

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