Você sente um chiado, apito ou zumbido no ouvido que só você consegue ouvir? Esse sintoma tem nome: acúfeno. E existe um exame específico para identificá-lo e medi-lo: a acufenometria.
A acufenometria é um exame audiológico realizado por um fonoaudiólogo que serve para identificar o tipo do zumbido, medir sua frequência (agudo ou grave) e sua intensidade. Por ser um exame subjetivo, baseado nas respostas do próprio paciente, ele é feito dentro de uma cabine acusticamente isolada, com o uso de fones de ouvido, e costuma durar cerca de 10 minutos.
Neste artigo, você vai entender como ele é realizado, quais são suas vantagens e como o resultado orienta o tratamento mais adequado para o seu caso. Tudo explicado de forma simples, para que você chegue à sua consulta mais seguro e bem informado.
O que é acufenometria?
Acúfeno, também conhecido como zumbido ou tinido, é uma percepção auditiva indesejável que surge sem qualquer estímulo acústico externo. Pode ocorrer em um ou nos dois ouvidos ou ainda na cabeça.
Ele pode não ser sinal de doenças graves, mas causa muito incômodo e requer acompanhamento médico.
A acufenometria é um exame realizado em pessoas com queixa de zumbido no ouvido. Ele serve para identificar o tipo e medir a intensidade deste zumbido.
O teste normalmente é realizado por um fonoaudiólogo a partir da solicitação do otorrinolaringologista e após a realização de outro teste: a audiometria. O exame leva em torno de 10 minutos para ser realizado.
Como é feita a acufenometria?
Para a realização do exame, o paciente é colocado dentro de uma cabine isolada acusticamente, semelhante a usada no exame de audiometria. Ele fica sentado e utiliza fones de ouvido para acompanhar as instruções do fonoaudiólogo que fará o exame.
Com a ajuda de um audiômetro, o fonoaudiólogo emite sons diferentes para que o paciente faça a comparação e informe qual a frequência sonora (aguda ou grave), qual a intensidade (volume) que mais se assemelha ao zumbido que o tem incomodado e, também, qual o volume mínimo de ruído é necessário para “mascarar” o tinido.
Como este é um exame subjetivo, já que depende da resposta do paciente, costuma ser realizado mais de uma vez para que se comprove confiável.
Não há necessidade de nenhum preparo prévio ao exame. Mas é importante que a cabine onde será realizada esteja devidamente calibrada. O paciente não deve ter rolha de cera no ouvido ou qualquer outro tipo de obstrução. Também não deve ter perda auditiva severa e nem zumbido pulsátil.
Vantagens da acufenometria
O exame oferece as seguintes vantagens:
- Auxilia o entendimento do zumbido pelo otorrinolaringologista, favorecendo a definição de um tratamento personalizado e adequado ao problema apresentado;
- Transmite confiança ao paciente por perceber que os profissionais que o atendem conseguem entender o que ele está sentindo;
- Permite aos familiares um melhor entendimento do que está acontecendo e de que não é algo que o paciente está inventando;
- Ajuda na avaliação da eficácia do tratamento, comparando os exames realizados antes e após o tratamento.
Depois do exame
O resultado do exame permite a prescrição do melhor método a ser utilizado para o tratamento do acúfeno. A escolha do método depende diretamente do sintoma apresentado, podendo inclusive ser recomendado o uso de aparelho auditivo.
Zumbido: Saiba um pouco mais
Existe mais de um tipo de zumbido. Os mais comuns são semelhantes ao chiado, cigarra ou apito. São sons agudos que apresentam em torno de 6 mil Hertz e volume entre 5 e 10 decibéis.
As causas de acúfeno podem ser as mais variadas, sendo as mais comuns:
- Problemas de audição;
- Alterações metabólicas;
- Hipotireodismo;
- Alterações cardiovasculares;
- Problemas buco maxilares;
- Doenças psicológicas ou neurológicas;
- Alterações musculares no pescoço ou na cabeça.
Quais os tipos de tratamento para o zumbido no ouvido
Como já mencionamos, o tratamento depende do tipo de zumbido e do que está causando o sintoma. Pode ser o caso de recomendação do uso de aparelho auditivo em caso de perda auditiva, ou o controle de alguma doença que esteja causando o sintoma.
Em conjunto com o paciente, o médico faz um acompanhamento para identificar o que causa a intensificação do sintoma. A maior parte dos casos é solucionada com a identificação das causas.
Porém, existem casos em que esta motivação nunca é encontrada, tornando o tratamento mais difícil ou até impossível. Neste caso, o médico indicará um tratamento paliativo, com a indicação de medicamentos que possam trazer alívio ao paciente.
Para saber mais sobre assuntos relativos à audição, confira outros conteúdos do blog da AudioFisa.
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