Como lidar com a perda de audição na velhice?

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Não são poucas as dificuldades na hora de lidar com a perda de audição na velhice. É preciso identificar a doença com precisão e aceitar o tratamento necessário.

A situação é bastante comum e, com informação correta e serenidade, fica mais fácil agir diante do diagnóstico, tanto para o idoso, quanto para o familiar que, normalmente, é o primeiro a identificar o problema.

A perda da audição, chamada de presbiacusia, é uma das consequências do processo degenerativo que ocorre na terceira idade. Faz parte do envelhecimento e costuma surgir entre os 50 e 60 anos de idade.

Ela aparece gradativamente. A pessoa começa a não ouvir algumas palavras com clareza e com a morte de algumas células auditivas, a doença vai piorando.

Há alguns aspectos genéticos e fatores de risco que aceleram esse processo. Entre eles, a pressão alta, a diabetes, o uso excessivo de álcool e o tabagismo. O diagnóstico logo no início e o tratamento adequado podem evitar a surdez definitiva.

Por isso, é importantíssimo consultar um médico otorrinolaringologista assim que aparecem os primeiros sintomas.

Perda da audição: identificando sintomas   

Se você tem pais idosos ou você mesmo está na faixa entre 50 e 60 anos, fique atento. Um dos primeiros sinais de perda auditiva é a dificuldade de ouvir no telefone e começar a assistir à televisão com o volume muito alto.

Perceba também se não está conseguindo compreender algumas palavras. Geralmente, a dificuldade maior é ouvir os sons mais agudos.

Palavras que têm as letras S, T, K, P e F também são mais difíceis de ouvir. Por exemplo, é difícil discernir expressões como pato, tato, fato, pele, tele, foca e toca. Quem sofre com a perda auditiva, gosta de olhar bem para a boca da pessoa que está falando para entender o que dizem com clareza. É a leitura labial.

Ao perceber um ou mais desses sinais, o ideal é ir ao médico otorrinolaringologista que deverá te pedir um exame chamado audiometria para identificar se há perda auditiva e em que grau. O exame mede os menores volumes de som que o paciente é capaz de ouvir em cada uma das frequências sonoras estimuladas nos seus ouvidos.  

Tratamento depende do grau de perda auditiva

No caso de perda auditiva em grau leve, o médico não recomenda o uso do aparelho auditivo. Já se for identificada uma perda auditiva moderada ou grave, devem ser utilizados aparelhos auditivos para amplificar os sons.

Vale lembrar que o aparelho auditivo, hoje em dia, é muito moderno, quase imperceptível na orelha, e sua tecnologia permite que o paciente passe a ouvir melhor, tendo uma melhor qualidade de vida.

Nem sempre é fácil o idoso entender e aceitar a perda auditiva. O diagnóstico gera uma certa angústia e baixa autoestima. Ele não entende que a dificuldade de comunicação pode levar, primeiramente, ao isolamento e, conforme o tempo passa, até mesmo a uma depressão.

Para lidar com essa “não aceitação” é preciso paciência. O melhor é compreender que quando não se ouve bem, a pessoa acaba se afastando do convívio social. Ficar longe das conversas, não entender um noticiário na TV e abandonar certas atividades que antes davam prazer é um processo, muitas vezes, irreversível.   

Segundo a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, as pessoas demoram aproximadamente 7 anos para procurar um especialista após os primeiros sintomas de perda de audição.  E mais 2 anos para começar o tratamento. Não deixe que você ou seu ente querido entre para essas estatísticas.

Como convencer o idoso sobre o uso do aparelho o auditivo

  • Explique que seguindo as recomendações do médico e do fonoaudiólogo, a adaptação ao aparelho auditivo é fácil e rápida;
  • O uso do aparelho evita a fadiga. Ou seja, a pessoa não precisa se esforçar tanto para ouvir, o que cansa o cérebro;
  • Atualmente, existe até linha de financiamento do Banco do Brasil para facilitar a compra do aparelho;
  • O uso do aparelho auditivo de forma correta devolve a qualidade de vida ao paciente, sem que se lembre que está usando.

Como já dissemos, com um pouco de paciência e informação sobre o assunto, fica mais fácil aceitar o uso do aparelho auditivo. Saiba agora detalhes sobre os tipos de perda auditiva!

Os tipos mais comuns de deficiência auditiva e como identificá-las
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Fga. Ariane Gonçalves

Fonoaudióloga • CRFa 5-11150

Graduada em Fonoaudiologia pelo Centro Universitário Planalto do Distrito Federal, Ariane Gonçalves possui pós-graduação em Audiologia Clínica e Ocupacional pelo Centro de Especialização em Fonoaudiologia.

Atua com foco em avaliação auditiva, adaptação de aparelhos auditivos e acompanhamento fonoaudiológico, ajudando pacientes a retomarem a conexão com os sons e a qualidade de vida por meio de um atendimento humanizado, cuidadoso e orientado às necessidades de cada pessoa.

Na AudioFisa, participa da produção e revisão de conteúdos educativos sobre saúde auditiva, exames, perda auditiva e reabilitação auditiva, sempre com base em informação clara, responsável e acessível.

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