Músicos: como são afetados pela perda auditiva

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Alguns fãs da lendária banda de hard rock AC/DC ficaram sem acreditar quando o vocalista Brian Johnson teve que abandonar a turnê mundial em 2016, pois corria risco de ficar completamente surdo.

Foi recomendado pelos médicos que o cantor fizesse um tratamento para perda da audição com o uso de aparelho auditivo até que pudesse retornar aos palcos novamente.

Grandes nomes da música como Eric Clapton, Phil Collins, Chris Martin, Will.I.Am, Pete Townshend, Jeff Beck, Noel Gallagher, Ozzy Osbourne também possuem problemas auditivos.

Quer saber como os músicos são afetados pela perda auditiva? Confira, então, este artigo!

Como os músicos são afetados pela perda auditiva?

Acredite, a audição é o principal instrumento do músico. Ainda assim, a maioria deles não têm conhecimento de como cuidar da saúde auditiva, nem da importância dela, para que problemas auditivos sejam evitados ao longo de suas carreiras.

Cantores, instrumentistas, djs, técnicos de som, produtores musicais e profissionais do áudio em geral, costumam se expor a altos níveis de ruído diariamente.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), sons acima de 85 decibéis já são considerados prejudiciais à saúde auditiva, quando o tempo de exposição ao barulho é prolongado. 

Para quem trabalha com música o som alto é uma rotina: esses profissionais se expõem, em média, a volumes de 125 decibéis diariamente. 

A prolongada exposição a altos decibéis aliada à falta de cuidado com os ouvidos pode ocasionar problemas, às vezes, irreversíveis à audição dos músicos.

Muitos demoram a procurar uma orientação médica, visto que, no início, os sinais do sofrimento ou da lesão das células do ouvido interno são sutis. Isso acaba por agravar os seus quadros. 

É comum que após a exposição ao som alto se sinta um zumbido no ouvido ou mesmo uma sensação de que ele está tampado, mas esse desconforto é passageiro e logo as células se recuperam. 

Porém, após repetidas exposições como essa, o zumbido não some mais e, muitas vezes, o problema só é percebido quando a lesão é irreversível.

Como os músicos podem evitar a perda auditiva?

 

  • Diminua o volume: a primeira recomendação é não aumentar demasiadamente o volume do som! Opte por fones com bom isolamento e equipamentos de boa qualidade. Para reduzir a poluição sonora no palco, troque o retorno na caixa de som pelo retorno no fone apropriado (monitores in ears), essa pode ser a indicação mais efetiva para preservar a saúde dos ouvidos. 

 

 

  • Fique longe da fonte sonora: tente ficar o mais longe possível da fonte sonora, isso vai diminuir bastante a pressão que chega aos seus ouvidos. É mais fácil conseguir se afastar das caixas de som em shows do que em estúdio onde o espaço geralmente é menor.

 

 

  • Use protetores: nos casos em que não for possível abaixar o volume ou se afastar das caixas de som, recomenda-se o uso de protetores auriculares. O ideal é escolher protetores que tenham filtro acústico para atenuação flat, que permite que a intensidade seja diminuída de forma mais equilibrada em todas as faixas de frequência, para que se evite a sensação de som abafado e distorção da qualidade sonora.

 

 

  • Faça um acompanhamento médico periodicamente: também é importante ressaltar que ir ao otorrinolaringologista para avaliar a sua saúde auditiva é essencial. Dessa forma, você monitora se possui alguma perda auditiva inicia o tratamento precocemente, caso necessário. Além disso, claro, com o acompanhamento regular será possível seguir as orientações médicas de cuidados necessários no meio musical. 

 

 

E se você já foi diagnosticado com perda auditiva e precisa começar o seu tratamento para voltar a rotina palcos e gravações o quanto antes, nós podemos te ajudar!

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Fga. Ariane Gonçalves

Fonoaudióloga • CRFa 5-11150

Graduada em Fonoaudiologia pelo Centro Universitário Planalto do Distrito Federal, Ariane Gonçalves possui pós-graduação em Audiologia Clínica e Ocupacional pelo Centro de Especialização em Fonoaudiologia.

Atua com foco em avaliação auditiva, adaptação de aparelhos auditivos e acompanhamento fonoaudiológico, ajudando pacientes a retomarem a conexão com os sons e a qualidade de vida por meio de um atendimento humanizado, cuidadoso e orientado às necessidades de cada pessoa.

Na AudioFisa, participa da produção e revisão de conteúdos educativos sobre saúde auditiva, exames, perda auditiva e reabilitação auditiva, sempre com base em informação clara, responsável e acessível.

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