Poluição sonora é ou não é um mal aos ouvidos?

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Um som que alcance 50 dB (decibéis) é o máximo permitido para que não cause prejuízos ao ser humano. A partir daí, os efeitos negativos começam. Chegando, inclusive, a ocorrer em um curto prazo de tempo. Outros podem levar anos para serem notados. Por tudo isso, todo cuidado é pouco. A poluição sonora é sim um mal aos ouvidos.

E olha que os dados são da OMS (Organização Mundial da Saúde). A partir desses 50 dB, começa o que chamamos de poluição sonora. Ela ocorre quando, num determinado ambiente, o som altera a condição normal de audição.

Embora ela não se acumule no meio ambiente, como outros tipos de poluição (a do ar, por exemplo), a poluição sonora causa vários danos ao organismo. Principalmente, à audição, interferindo diretamente na qualidade de vida das pessoas afetadas.
Quer saber mais sobre o assunto? Então, prossiga com a leitura do nosso conteúdo!

O grande vilão

O ruído é o componente que mais contribui para a existência da poluição sonora. Ele é provocado pelo som excessivo das indústrias, canteiros de obras, meios de transporte, áreas de recreação, etc.

Importante lembrar que, às vezes, as pessoas interpretam mal este termo “ruído”, considerando tratar-se de algo com baixo volume e que, portanto, não faz mal. Mas não. Estes ruídos provocam efeitos negativos para o sistema auditivo, além de estimular alterações comportamentais e orgânicas.

Além dos danos ao sistema auditivo, os ruídos elevados podem causar muitos outros males. E o perigo é que, nem sempre, eles são detectados como sendo os verdadeiros causadores. Veja só:

  • Insônia;
  • Estresse;
  • Depressão;
  • Dores de cabeça;
  • Perda de foco;
  • Desconcentração;
  • Agressividade;
  • Perda de memória;
  • Cansaço;
  • Aumento da pressão arterial;
  • Gastrite;
  • Úlcera.

Afinal, poluição sonora é ou não é um mal aos ouvidos?

Sim, a poluição sonora faz mal aos ouvidos. Na medida em que quando surge algum problema físico, já pode ser o começo da perda de audição. E, às vezes, infelizmente, até da surdez (em casos de exposição a níveis altíssimos de ruído).

E ai estamos falando de outro equívoco. Não pense que, para causar algum dano à audição, é necessário um som muito alto. Para se ter uma ideia do número de decibéis de situações bem comuns no nosso dia a dia, confira os dados abaixo:

  • Música baixa: (40 db);
  • Conversa tranquila: (40-50 db);
  • Restaurante com movimento (70 db);
  • Secador de cabelo ligado (90 db);
  • Um caminhão (100 db);
  • Britadeira (110 db);
  • Buzina de carro (110 db);
  • Turbina de avião (130 db);
  • Show musical, próximo as caixas de som (acima de 130 db).

Constatou como é fácil adquirir aos poucos uma deficiência auditiva, sem dar conta de como ela pode estar prejudicando sua qualidade de vida? Veja aqui como saber se você está perdendo a audição.

Os outros podem ajudar

Você sabia que está comprovado que alunos com deficiência auditiva têm um rendimento escolar inferior? Então, que se você é mãe ou professor, por exemplo, fique atento. Antes de considerar um estudante simplesmente como desatento e desinteressado, é bom investigar se ele não tem algum problema de audição.

Quer ver outro exemplo de um caso, no qual a própria pessoa pode não perceber, mas os familiares sim? A partir dos 40 anos, é natural que a pessoa passe por um processo natural de envelhecimento. E ai pode começar, também, uma certa perda auditiva.

Nesta situação específica, a maioria também custa a admitir que já não ouve tão bem quanto antes. Se você perceber isso e puder trazer à tona o problema, aconselhando a pessoa a procurar uma orientação médica o quanto antes, vai estar ajudando bastante.

Como se prevenir?

Hoje em dia, os perigos estão por todos os lados. Mas aqui, a prevenção também é o melhor remédio. Cuidado para não exagerar no volume da TV, rádio, aparelhos de som, jogos de videogame, MP3 e fones de ouvido em geral (celulares). Isso tudo é uma ameaça à nossa audição e estão sob nosso controle, não é mesmo?

Lembrando que se informar a respeito dos sinais que podem levar à perda da audição também é uma forma de prevenção.

Continue acompanhando nossos artigos e saiba tudo sobre problemas de audição e aparelhos auditivos!

 

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Fga. Ariane Gonçalves

Fonoaudióloga • CRFa 5-11150

Graduada em Fonoaudiologia pelo Centro Universitário Planalto do Distrito Federal, Ariane Gonçalves possui pós-graduação em Audiologia Clínica e Ocupacional pelo Centro de Especialização em Fonoaudiologia.

Atua com foco em avaliação auditiva, adaptação de aparelhos auditivos e acompanhamento fonoaudiológico, ajudando pacientes a retomarem a conexão com os sons e a qualidade de vida por meio de um atendimento humanizado, cuidadoso e orientado às necessidades de cada pessoa.

Na AudioFisa, participa da produção e revisão de conteúdos educativos sobre saúde auditiva, exames, perda auditiva e reabilitação auditiva, sempre com base em informação clara, responsável e acessível.

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