Por que perdemos a audição na velhice?

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Presbiacusia é o nome dado à perda da audição relacionada ao avanço da idade. Trata-se do envelhecimento do sentido da audição na velhice, que ocorre de forma simétrica progressiva e bilateralmente, ou seja, nos dois ouvidos.

Com o envelhecimento, o organismo sofre muitas alterações também em outros sentidos. Com o passar do tempo, é comum ocorrer perda ou diminuição de várias capacidades e habilidades do corpo.

Portanto, a presbiacusia na terceira idade é uma condição normal do corpo e está relacionada a processos degenerativos que acometem todos os tecidos e células do organismo. O envelhecimento faz com que diminuam a capacidade de grupos celulares, hajam alterações químicas nos fluidos intercelulares e acúmulo de pigmentos intracelulares.

A diminuição da qualidade da audição é um dos maiores problemas enfrentados na terceira idade, podendo, inclusive, se não tratada, evoluir para a surdez total. Mas até que ponto isso acontece, como alguns hábitos podem acelerar esse processo e como conviver com esse problema? Confira agora!

Audição na velhice: causas da perda e tipos

As causas da presbiacusia são muito variadas e vão além das relacionadas ao desgaste natural dos tecidos que a envolvem na terceira idade. Ela pode ser classificada de acordo com os tipos e graus de perda auditiva:

  • Presbiacusia sensorial: é o tipo mais comum e começa na terceira idade. É caracterizada pela perda auditiva neurossensorial bilateral simétrica, com perda auditiva principalmente dos sons agudos;
  • Presbiacusia neural: quando há redução dos neurônios presentes na cóclea, com perda auditiva progressiva e rápida. Pode estar relacionada com dificuldade de coordenação motora e déficit cognitivo;
  • Presbiacusia metabólica: caracteriza-se pela perda neurossensorial com manutenção da discriminação da fala;
  • Presbiacusia mecânica: também chamada de coclear condutiva, promove alterações e enrijecimento das estruturas cocleares.

Hábitos que podem acelerar o processo

O processo de perda auditiva pode se acelerar ou piorar dependendo de alguns hábitos das pessoas antes e durante a terceira idade. Vamos conferir quais são?

  • Exposição prolongada a sons e ruídos sonoros altos, ou seja, acima de 80dB.
  • Falta de tratamento adequado e de controle das doenças crônicas como diabetes, hipertensão arterial, alta taxa de colesterol e triglicerídeos, glicemia, etc.
  • Uso de medicamentos que podem ser tóxicos para o ouvido interno ou para o nervo auditivo, afetando a audição ou o sistema vestibular composto por um grupo de órgãos localizados no ouvido interno dos vertebrados para a manutenção do equilíbrio.
  • Traumas locais. Exemplo: o uso de hastes flexíveis, os chamados cotonetes, ou outros objetos para a limpeza do canal auditivo.
  • Tabagismo ou uso excessivo de álcool.
  • Infecções ou inflamações auditivas, geralmente causadas por vírus ou bactérias.

Cuidados incluem visita regular ao médico especialista

Ao contrário dos cuidados que tomamos com a visão, visitando o oftalmologista regularmente, ou com os dentes, procurando o dentista uma vez ao ano, as consultas ao otorrinolaringologista já não são muito comuns.

Ressalta-se que o sentido da audição não pode ser esquecido sequer lembrado somente quando aparece a dificuldade em escutar e/ou compreender claramente os sons, as conversas ou ruídos externos.

O ideal é consultar o médico especialista periodicamente. De modo geral, a perda auditiva ocorre silenciosamente e, muitas vezes, passa despercebida. Quanto mais tempo passa, pior fica. Essa redução na capacidade de ouvir, quando não tratada, pode fazer com que o paciente se isole socialmente e causar até uma depressão.

Qualidade de vida

Ao procurar um otorrinolaringologista, podem ser feitos alguns exames. O principal deles é a audiometria que constata ou não a deficiência auditiva e seu grau. A partir desse resultado, o médico determina a causa do problema e estabelece o melhor tratamento, como por exemplo, o uso regular do aparelho auditivo.  

Para mais detalhes sobre essa deficiência que pode acometer você ou seus familiares queridos, saiba como lidar com a perda de audição na velhice!

Os tipos mais comuns de deficiência auditiva e como identificá-las
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Fga. Ariane Gonçalves

Fonoaudióloga • CRFa 5-11150

Graduada em Fonoaudiologia pelo Centro Universitário Planalto do Distrito Federal, Ariane Gonçalves possui pós-graduação em Audiologia Clínica e Ocupacional pelo Centro de Especialização em Fonoaudiologia.

Atua com foco em avaliação auditiva, adaptação de aparelhos auditivos e acompanhamento fonoaudiológico, ajudando pacientes a retomarem a conexão com os sons e a qualidade de vida por meio de um atendimento humanizado, cuidadoso e orientado às necessidades de cada pessoa.

Na AudioFisa, participa da produção e revisão de conteúdos educativos sobre saúde auditiva, exames, perda auditiva e reabilitação auditiva, sempre com base em informação clara, responsável e acessível.

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