Depressão na velhice: cuidado com os sintomas

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Como identificar se uma pessoa mais velha está passando por uma depressão? Você já considerou essa possibilidade? Durante o processo de envelhecimento, é comum notarmos certo isolamento por parte dos idosos e até uma melancolia por conta da perda de pessoas queridas (amigos, irmãos, primos, os pais que já se foram,…). Em alguns casos, infelizmente, a velhice também vem acompanhada de um abandono familiar.

Conheça alguns sintomas que possibilitam a identificação de uma depressão na velhice para que se tome os devidos cuidados, ok? Acompanhe!

Depressão na velhice: como identificar?

Importante lembrar que a depressão na velhice não é um fator que pode ser encarado como normal ou que, diante dele, não há o que fazer. Trata-se de um transtorno depressivo, como seria em qualquer faixa etária. Em outras palavras, trata-se de uma doença que ocorre no organismo e mais exatamente no cérebro, que altera o ânimo, a maneira de pensar, de se comportar e de encarar a vida.

Na velhice ou não, a depressão não é apenas um estado temporário de tristeza ou um momento de fraqueza. Ao contrário: geralmente, aparece em quem passou muito tempo sendo “forte”. Não depende de própria vontade ou simplesmente da fé nesta ou naquela religião.

A depressão tem intensidade profunda e seus sintomas físicos e emocionais na velhice podem ser equivocadamente relacionados a manifestações transitórias causadas pela solidão, falta de atividades, perda ou diminuição da autonomia financeira e limitação para fazer as coisas.

Por isso, a família e/ou acompanhantes devem estar muito atentos quando o idoso apresenta os seguintes sinais, juntos ou isoladamente:

  • Apatia, cansaço, falta de energia;
  • Perda de interesse pelas coisas que sempre gostou;
  • Dificuldade auditiva e visual;
  • Sentimentos negativos, como tristeza, ansiedade, falta de esperança e pessimismo;
  • Baixa autoestima;
  • Dificuldade de concentração;
  • Insônia;
  • Perda de peso causada pela falta de apetite;
  • Disfunções gastrointestinais, vertigem e dores.

Tratamento

Diante da definição do que é depressão e de seus sinais, é imprescindível procurar por um psicólogo, por um psiquiatra e por um geriatra para diagnosticar e tratar a doença com medicamentos específicos e com o apoio da psicoterapia.

Esses profissionais, juntos, poderão identificar possíveis gatilhos da depressão e encontrar até outras doenças típicas da velhice relacionadas.

Será deficiência auditiva?

A perda auditiva, tão comum entre idosos, quando ignorada ou simplesmente não reconhecida, pode causar um isolamento por parte do idoso pelo simples fato de que ele não consegue acompanhar as conversas entre a família e amigos. Uma vez que esse isolamento não seja percebido como um grande alerta de mudança de comportamento, ele pode progredir para doenças como a depressão.

Graças ao avanço da tecnologia, não há porquê não tratar a perda auditiva, diante de tantas opções de aparelhos auditivos que possibilitam qualidade auditiva e qualidade de vida ao paciente. Com o aparelho, o idoso pode voltar a ouvir melhor e a interagir normalmente.

Saiba identificar alguns sinais da perda de audição aqui.

Atente-se também a esse sintoma e consulte um médico otorrinolaringologista na presença de qualquer sinal de dificuldade em ouvir.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 35% das pessoas acima dos 65 anos apresentam alguma dificuldade de ouvir. Aos 75 anos ou mais, essa possibilidade passa dos 50%. Por isso, é tão comum os idosos não ouvirem a campainha, o telefone tocando, pedirem para aumentar o som da TV e para os outros repetirem algo que foi dito.

Leia agora mais sobre a perda auditiva em idosos. Você vai entender melhor o que é e como tratar.

Os tipos mais comuns de deficiência auditiva e como identificá-las
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Fga. Ariane Gonçalves

Fonoaudióloga • CRFa 5-11150

Graduada em Fonoaudiologia pelo Centro Universitário Planalto do Distrito Federal, Ariane Gonçalves possui pós-graduação em Audiologia Clínica e Ocupacional pelo Centro de Especialização em Fonoaudiologia.

Atua com foco em avaliação auditiva, adaptação de aparelhos auditivos e acompanhamento fonoaudiológico, ajudando pacientes a retomarem a conexão com os sons e a qualidade de vida por meio de um atendimento humanizado, cuidadoso e orientado às necessidades de cada pessoa.

Na AudioFisa, participa da produção e revisão de conteúdos educativos sobre saúde auditiva, exames, perda auditiva e reabilitação auditiva, sempre com base em informação clara, responsável e acessível.

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