Exames auditivos: quais são e quando realizá-los?

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Exame auditivo

Exames auditivos são testes que avaliam a capacidade de ouvir e identificam alterações na audição, como a perda auditiva. Os principais são a audiometria, que mede o que você consegue escutar e compreender, e a imitanciometria, que avalia as estruturas do ouvido médio.

Nem sempre é preciso ter um sintoma no ouvido para fazer esses exames. Muitas vezes, a perda auditiva aparece por outros sinais, como falta de atenção, dificuldade para entender conversas ou irritabilidade. Por isso, a avaliação anual é recomendada para crianças em idade escolar, adultos com dificuldade de concentração e, principalmente, pessoas a partir dos 60 anos.

Neste artigo, você conhece os principais exames auditivos, como cada um funciona e quando são indicados. Continue a leitura.

O que são exames auditivos e para que servem?

Exames auditivos são testes que avaliam a saúde da audição e o funcionamento das estruturas do ouvido. Eles servem para detectar perda auditiva, identificar o grau e o tipo da deficiência e apontar problemas como otite, perfuração do tímpano e alterações nos ossículos.

Esses exames são realizados por profissionais especializados: o fonoaudiólogo, que conduz a maioria dos testes, e o médico otorrinolaringologista, que solicita os exames e interpreta os resultados junto ao histórico do paciente. É com base nesse conjunto que se define o diagnóstico e o tratamento.

Um detalhe importante: você não precisa esperar um sintoma no ouvido para fazer uma avaliação auditiva. Sinais como pedir para repetir frases com frequência, aumentar o volume da TV, dificuldade de concentração e até irritabilidade podem indicar que a audição merece atenção.

O diagnóstico precoce faz toda a diferença. Quanto antes uma alteração é identificada, mais eficaz é o tratamento e menor o impacto na vida da pessoa.

Agora que você sabe para que servem, conheça os principais tipos de exames auditivos e como cada um funciona.

Quais são os principais tipos de exames auditivos?

Os principais exames auditivos são seis: audiometria tonal, audiometria vocal, imitanciometria, BERA, emissões otoacústicas (o Teste da Orelhinha) e acufenometria. Cada um avalia um aspecto diferente da audição, e é comum que o médico solicite mais de um para fechar o diagnóstico.

Veja como funciona cada exame e quando ele é indicado.

1. Audiometria tonal

É o exame mais conhecido para identificar perda auditiva. Ele estima o grau e o tipo da perda ao avaliar as respostas do paciente a estímulos sonoros emitidos em diversas frequências.

O teste acontece dentro de uma cabine acústica, que isola os ruídos externos. O fonoaudiólogo fica do lado de fora e emite os sons, que o paciente ouve por fones e sinaliza sempre que escuta. É rápido, indolor e não exige preparo especial.

É indicado diante de qualquer sinal de perda auditiva, após traumas no ouvido, como o rompimento do tímpano, e para quem tem histórico de perda auditiva na família, mesmo sem sintomas.

2. Audiometria vocal

Complementa a audiometria tonal, mas com um objetivo diferente: avaliar a capacidade de identificar e compreender a fala humana.

O exame também é feito na cabine acústica. A diferença é que, em vez de tons puros, o paciente ouve palavras e precisa repeti-las. É esse teste que explica uma queixa muito comum: “eu escuto, mas não entendo o que falam”.

3. Imitanciometria

Enquanto a audiometria mede o que você escuta, a imitanciometria avalia as estruturas físicas da orelha média: o tímpano, a tuba auditiva e os três ossículos (martelo, bigorna e estribo). Por não depender das respostas do paciente, é considerado um exame objetivo.

O fonoaudiólogo insere uma pequena sonda no canal auditivo, ligada a um aparelho que mede como o tímpano e os ossículos reagem a estímulos sonoros e a variações de pressão. Essa etapa de medição da pressão é a timpanometria, que faz parte da imitanciometria, e não um exame separado, como às vezes aparece por aí.

É indicado para investigar otite, perfuração do tímpano, otosclerose, zumbido e sensação de ouvido tampado.

4. BERA

O BERA, também chamado de PEATE (Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico), avalia o caminho que o som percorre do ouvido até o cérebro. Ele identifica lesões ou falhas no nervo auditivo e no tronco encefálico.

Eletrodos são posicionados na cabeça do paciente, que ouve estímulos sonoros por fones. O exame é indolor, não invasivo e não depende de respostas: em bebês e crianças pequenas, é feito de preferência durante o sono, porque qualquer movimento interfere no resultado.

É indicado para recém-nascidos que apresentaram alteração no Teste da Orelhinha, crianças com histórico familiar de surdez ou atraso na fala, e quando a audiometria não traz resultados conclusivos.

5. Emissões otoacústicas (Teste da Orelhinha)

É o exame de triagem auditiva neonatal, obrigatório por lei no Brasil e feito ainda na maternidade, de preferência nas primeiras 48 horas de vida.

Uma sonda delicada é colocada na orelha do bebê e emite sons suaves, medindo a resposta das células da cóclea. Dura poucos minutos, não dói e pode ser feito com o bebê dormindo.

Quando o resultado apresenta alteração, o exame é repetido e, se necessário, o médico solicita o BERA para uma avaliação mais completa.

6. Acufenometria

É o exame específico para quem sofre com zumbido no ouvido. Ele identifica a frequência e a intensidade do zumbido que o paciente percebe.

Na cabine acústica, o fonoaudiólogo emite sons de diferentes frequências até encontrar o que mais se aproxima do zumbido relatado. Esse mapeamento orienta o tratamento e o acompanhamento do sintoma.

É indicado para quem convive com zumbido constante ou frequente, geralmente em conjunto com a audiometria.

Conhecer os exames é o primeiro passo. O seguinte é entender o que os resultados significam, e é isso que você vê agora.

Como interpretar o resultado da audiometria?

O resultado da audiometria é apresentado em um gráfico chamado audiograma, que mostra o nível mínimo de som que você consegue ouvir em cada frequência, medido em decibéis (dB). Quanto maior o número, maior o grau de perda auditiva.

A classificação mais utilizada é esta:

Limiar auditivoClassificação
Até 25 dBAudição normal
26 a 40 dBPerda auditiva leve
41 a 55 dBPerda auditiva moderada
56 a 70 dBPerda auditiva moderadamente severa
71 a 90 dBPerda auditiva severa
Acima de 90 dBPerda auditiva profunda

Na prática, uma perda leve já faz diferença no dia a dia: sons como o sussurro ou o canto de pássaros começam a passar despercebidos. Na perda moderada, acompanhar conversas em ambientes com ruído se torna difícil. A partir da perda severa, até a fala em volume normal deixa de ser compreendida sem ajuda.

Vale lembrar que só o médico otorrinolaringologista pode interpretar o audiograma no contexto completo do paciente e indicar o tratamento adequado, que pode incluir o uso de aparelho auditivo.

Além do grau da perda, outra dúvida comum é sobre a frequência ideal desses exames. É o que respondemos a seguir. 

Cuide da sua audição antes dos sintomas

Os exames auditivos são a forma mais segura de identificar alterações na audição cedo, quando o tratamento é mais simples e eficaz. Como regra geral, a avaliação anual é recomendada para crianças em idade escolar, adultos com sinais de dificuldade auditiva e todas as pessoas a partir dos 60 anos.

Se você quer entender melhor o exame mais solicitado deles, leia nosso artigo completo sobre o que é o exame de audiometria e o que ele detecta.

E se o diagnóstico apontar perda auditiva, saiba que o aparelho auditivo é o tratamento mais indicado na maioria dos casos. Para você conhecer essa solução sem compromisso, a AudioFisa oferece um teste gratuito de 7 dias: você experimenta o aparelho na sua rotina real e tira suas próprias conclusões antes de qualquer decisão.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um médico otorrinolaringologista.

Leia também

Acufenometria: O que é? Como é feito o exame?

Afinal, o que é exame de audiometria e o que ele detecta?

13 Sinais de Perda Auditiva em Jovens

Picture of Fga. Ariane Gonçalves

Fga. Ariane Gonçalves

Fonoaudióloga • CRFa 5-11150

Graduada em Fonoaudiologia pelo Centro Universitário Planalto do Distrito Federal, Ariane Gonçalves possui pós-graduação em Audiologia Clínica e Ocupacional pelo Centro de Especialização em Fonoaudiologia.

Atua com foco em avaliação auditiva, adaptação de aparelhos auditivos e acompanhamento fonoaudiológico, ajudando pacientes a retomarem a conexão com os sons e a qualidade de vida por meio de um atendimento humanizado, cuidadoso e orientado às necessidades de cada pessoa.

Na AudioFisa, participa da produção e revisão de conteúdos educativos sobre saúde auditiva, exames, perda auditiva e reabilitação auditiva, sempre com base em informação clara, responsável e acessível.

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