Infecções de ouvido: tire suas dúvidas sobre o assunto

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Elas são muito mais comuns em crianças. Isso porque elas têm o canal auditivo ainda muito pequeno e também devido ao seu sistema imunológico ainda não desenvolvido completamente. Estamos falando das infecções de ouvido, conhecidas como otite e caracterizadas pela inflamação do ouvido médio, que fica na região atrás do tímpano.

Também usualmente chamadas de dor no ouvido, as infecções de ouvido acometem, também, os adolescentes e os adultos. Quando ocorre pela primeira vez, é denominada otite média aguda. E podem ser causadas por gripes, resfriados e até uma infecção sinusal, ou seja, nos seios da face.

Infecções de ouvido: dor e febre

Além da otite média aguda, que se caracteriza pelo aparecimento na primeira vez, também ocorrem a otite média recorrente, que conforme o próprio nome já diz, é usada para caracterizar três ou quatro episódios num intervalo de um ano. Já a otite média secretora corresponde à inflamação com secreção líquida, vinda da orelhinha do bebê.  

Essas infecções de ouvido causam muita dor, podendo também apresentar febre, já que muitas vezes derivam de doenças respiratórias, tipo caxumba, varíola, etc. Por isso, a importância das vacinas, que fecham essas portas de entrada de vírus e bactérias, diminuindo as chances de ocorrência das infecções.

No outono e no inverno, os casos aumentam, pois as gripes e resfriados aparecem mais constantemente. Às vezes, não se pensa na dor do ouvido como a causa da irritação da criança. Mas, é fundamental prestar atenção ao choro constante, piorado quando ela encosta a orelha em certos lugares como o próprio travesseiro. Outros sintomas são:

  • Mau cheiro na região da orelha;
  • Dificuldade para dormir;
  • Perda de apetite;
  • Vômitos;
  • Dor no abdômen;
  • Diarréia;
  • Escorrimento de fluidos pelo canal auditivo (otorréia).

Em casos mais graves e raros, a borda da orelha fica mais afastada da cabeça e o bebê apresenta rigidez da nuca e diminuição do nível da consciência. Todos esses sinais demandam atenção máxima. Já nos adultos, além da dor, há escorrimento de fluidos e a diminuição da audição.

Causas e prevenção

Ainda há muitos outros fatores que podem acarretar essas infecções. Entre eles, estão:

  • Quadro alérgico;
  • Convívio com fumantes;
  • Refluxo;
  • Uso constante de alguns medicamentos, entre eles, os antibióticos;
  • E no caso de banhos de mar, piscinas ou mesmo no banho, a entrada de água no ouvido também pode causar uma inflamação.

Mas, como se prevenir? Existem alguns cuidados que ajudam a evitar as infecções de ouvido. Entre eles, em caso de natação, por exemplo, usar touca e protetores auriculares para evitar a entrada de água no ouvido.

Outra dica bem importante é quanto ao uso de hastes flexíveis com muita frequência e profundidade. Cuidado, pois a cera é fundamental para a defesa do organismo contra as bactérias.

A amamentação no peito é uma das principais formas de evitar a otite. O leite materno tem poderosos anticorpos que evitam a proliferação de vírus e bactérias, principais causadores desse mal. Lembrando que, segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde -, a amamentação exclusiva deve ser feita até os seis meses de idade e a suplementar até os dois anos.

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Diagnóstico e tratamentos

Sendo o ouvido muito delicado, contendo inúmeras terminações nervosas, ao menor sinal de alguns desses sintomas citados, procure atendimento médico, de preferência um otorrinolaringologista.

O diagnóstico é feito por meio do exame físico, ou seja, da exploração do interior do ouvido para ver o aspecto do tímpano. Além de exames da garganta e das vias respiratórias. Caso haja secreção no ouvido, o médico removerá o cerume.

Como outras doenças e infecções, se não tratada no início, a otite pode acarretar outras inflamações como a meningite. O tratamento, geralmente, é feito com antibióticos. Algumas vezes, eles não serão necessários. Mas isso somente, a consulta médica pode definir.

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Fga. Ariane Gonçalves

Fonoaudióloga • CRFa 5-11150

Graduada em Fonoaudiologia pelo Centro Universitário Planalto do Distrito Federal, Ariane Gonçalves possui pós-graduação em Audiologia Clínica e Ocupacional pelo Centro de Especialização em Fonoaudiologia.

Atua com foco em avaliação auditiva, adaptação de aparelhos auditivos e acompanhamento fonoaudiológico, ajudando pacientes a retomarem a conexão com os sons e a qualidade de vida por meio de um atendimento humanizado, cuidadoso e orientado às necessidades de cada pessoa.

Na AudioFisa, participa da produção e revisão de conteúdos educativos sobre saúde auditiva, exames, perda auditiva e reabilitação auditiva, sempre com base em informação clara, responsável e acessível.

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