Perda auditiva moderada: diagnóstico e tratamento

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perda auditiva moderada

Perda auditiva moderada é uma condição em que a pessoa ainda consegue ouvir sons mais altos, mas começa a ter dificuldade para entender conversas em volume normal. Isso faz com que muitos sinais passem despercebidos no dia a dia, atrasando o diagnóstico e o início do tratamento.

Se você percebe que escuta, mas não entende bem o que as pessoas dizem, esse pode ser um dos principais indícios desse grau de perda auditiva. É comum viver nesse “meio termo”, entre ouvir e não compreender, o que pode gerar dúvidas sobre a necessidade de tratamento.

Neste conteúdo, você vai entender o que é perda auditiva moderada, quais são os sinais, riscos de não tratar e quais são as melhores soluções disponíveis para recuperar sua qualidade de vida.

O que é perda auditiva moderada?

A perda auditiva moderada é um grau de redução da audição que pode dificultar a compreensão de conversas em volume normal, principalmente quando a pessoa está distante de quem fala ou em ambientes com barulho.

De acordo com uma das classificações audiológicas utilizadas no Brasil, a perda auditiva moderada corresponde a limiares entre 41 e 55 dB NA. Isso significa que alguns sons precisam ser apresentados com maior intensidade para serem percebidos durante a audiometria. Outras classificações podem adotar faixas diferentes, por isso o resultado deve ser interpretado por um fonoaudiólogo.

No dia a dia, a pessoa pode ouvir que alguém está falando, mas não compreender todas as palavras. Sons mais intensos, como um liquidificador, uma campainha próxima ou uma voz elevada, costumam ser percebidos com mais facilidade. Já falas mais baixas, conversas à distância e determinados sons da fala podem passar despercebidos.

A perda auditiva moderada não se manifesta da mesma forma em todas as pessoas. O tipo da perda, as frequências afetadas e a capacidade de reconhecer a fala influenciam diretamente as dificuldades apresentadas.

Quais são as causas da perda auditiva moderada?

A perda auditiva moderada pode ser causada por alterações em diferentes partes do sistema auditivo. Em alguns casos, o som encontra dificuldade para chegar ao ouvido interno. Em outros, há comprometimento das estruturas responsáveis por captar e transmitir os sinais sonoros ao cérebro.

Entre as possíveis causas estão:

  • Envelhecimento natural do sistema auditivo;
  • Exposição frequente ou prolongada a sons intensos;
  • Infecções e inflamações no ouvido;
  • Acúmulo de cera no canal auditivo;
  • Perfuração do tímpano;
  • Alterações nos ossículos do ouvido médio;
  • Uso de medicamentos que podem afetar a audição;
  • Traumas na cabeça ou no ouvido;
  • Condições genéticas ou presentes desde o nascimento;
  • Doenças que comprometem o ouvido interno ou o nervo auditivo.

A causa não pode ser determinada somente pelo grau da perda. Para entender sua origem, é necessário realizar uma avaliação com médico otorrinolaringologista e exames auditivos conduzidos por um fonoaudiólogo.

Veja também: Surdez: o que é, tipos, causas e níveis de perda auditiva

Sinais e características da perda auditiva moderada

Os sinais da perda auditiva moderada podem aparecer gradualmente e, muitas vezes, são percebidos primeiro pelos familiares. A pessoa pode acreditar que os outros estão falando baixo ou de maneira pouco clara, sem reconhecer imediatamente que existe uma dificuldade auditiva.

Os sinais mais comuns incluem:

  • Pedir com frequência para as pessoas repetirem o que disseram;
  • Ouvir a voz, mas não compreender todas as palavras;
  • Aumentar o volume da televisão, do celular ou do rádio;
  • Ter dificuldade para acompanhar conversas em restaurantes e outros ambientes barulhentos;
  • Entender melhor quando consegue olhar para o rosto de quem está falando;
  • Não perceber falas mais baixas ou vindas de outro cômodo;
  • Confundir palavras parecidas;
  • Perder partes de conversas em grupo;
  • Sentir cansaço ou precisar fazer muito esforço para acompanhar uma conversa;
  • Evitar reuniões e situações sociais por dificuldade de comunicação.

Também podem ocorrer zumbido, sensação de ouvido tampado ou dificuldade para identificar de onde vem um som. Esses sintomas não aparecem em todos os casos, mas devem ser relatados durante a avaliação.

A confirmação da perda auditiva moderada é feita por meio de exames como a audiometria. Além de identificar o grau, a avaliação ajuda a entender o tipo da perda e a capacidade de reconhecer a fala, informações fundamentais para definir a orientação adequada.

As faixas em decibéis e as características funcionais foram alinhadas ao Guia de Orientação na Avaliação Audiológica do Conselho Federal de Fonoaudiologia.

Riscos de adiar o tratamento

Evolução para graus mais altos

Se você ignora a perda auditiva em grau moderado, ela pode evoluir para o estágio severo, quando quase nada é compreensível. O diálogo torna-se impossível sem leitura labial e não é possível identificar até sons mais altos, como um cachorro latindo ou telefone tocando.

Além dos prejuízos óbvios para o dia a dia, o agravamento do quadro também compromete o tratamento mais tarde. A adaptação fica mais difícil e pode ser necessário um aparelho auditivo maior, enquanto quem trata o problema logo no início pode ter bons resultados com próteses mais discretas.

 

Dificuldades pessoais e profissionais

Sem conseguir interagir em um diálogo normal, surgem diversos contratempos que afetam tanto a vida pessoal quanto profissional de quem tem perda auditiva em grau moderado. 

Falar ao telefone torna-se mais difícil, e estar em grupos fica cada vez menos agradável, devido ao esforço necessário para compreender as falas. Por tudo isso, a pessoa com deficiência auditiva moderada pode começar a evitar o contato social, aumentando as chances de desenvolver depressão e ansiedade no futuro.

Com as limitações da audição, seu desempenho também será prejudicado no ambiente de trabalho, pois terá dificuldades para realizar uma série de tarefas. Além disso, pode ser julgado equivocadamente como alguém indelicado, desatento e negligente.

 

Perdas cognitivas e demência

Quanto menos estímulos sonoros você tem, menos conexões o cérebro consegue criar. Com isso, você terá menos referências a serem acionadas pela memória, já que pode esquecer, por exemplo, o som da chuva ou de um passarinho cantando. 

Além disso, a dificuldade para ouvir exige um esforço maior para realizar algumas tarefas, levando a uma sobrecarga cerebral. Esse conjunto de fatores deixa a pessoa com perda auditiva não tratada mais suscetível a quadros de Alzheimer e demência, principalmente se já existe predisposição.

 

Riscos de acidentes

Para quem tem perda auditiva moderada, o risco de acidentes é frequente, uma vez que não consegue ouvir, por exemplo, uma bicicleta se aproximando. Com o cérebro menos atento aos sons, a pessoa fica exposta a muitos perigos, desde um cachorro correndo em sua direção até um carro silencioso passando próximo.

 

Busque o diagnóstico e tratamento adequado

De acordo com a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, as pessoas demoram cerca de sete anos para procurar um médico e outros dois para iniciar o tratamento da perda auditiva. Com todo esse tempo perdido, não só os graus podem evoluir como muitas complicações surgem, comprometendo a qualidade de vida dos pacientes.

Então, nada de ignorar sua dificuldade para ouvir, mesmo que você não sinta impactos tão intensos em sua rotina. Aos primeiros sintomas, procure um otorrino e faça uma avaliação de sua audição, prevenindo mais transtornos. Não tenha medo do diagnóstico de perda auditiva. Se for necessário, o uso de aparelhos pode trazer grandes benefícios para você.

 

 

Mesmo em grau moderado, a perda auditiva pode impor muitas limitações e deixar o problema de lado leva a uma série de consequências sérias, como você viu neste artigo. 

Caso você ou um familiar esteja percebendo dificuldades para ouvir alguns sons, busque orientação médica e, se já tiver o diagnóstico, procure a AudioFisa para lhe auxiliar na escolha e adaptação aos aparelhos auditivos. Atualmente, há muitos aparelhos adequados à perda auditiva moderada e que podem restabelecer sua audição com grande eficiência.

Se a sua preocupação é quanto ao funcionamento e qualidade do som proporcionado pelo aparelho auditivo, oferecemos um teste gratuito para você avaliar na prática como o tratamento funciona. Clique aqui e solicite seu teste no DF.

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Fga. Ariane Gonçalves

Fonoaudióloga • CRFa 5-11150

Graduada em Fonoaudiologia pelo Centro Universitário Planalto do Distrito Federal, Ariane Gonçalves possui pós-graduação em Audiologia Clínica e Ocupacional pelo Centro de Especialização em Fonoaudiologia.

Atua com foco em avaliação auditiva, adaptação de aparelhos auditivos e acompanhamento fonoaudiológico, ajudando pacientes a retomarem a conexão com os sons e a qualidade de vida por meio de um atendimento humanizado, cuidadoso e orientado às necessidades de cada pessoa.

Na AudioFisa, participa da produção e revisão de conteúdos educativos sobre saúde auditiva, exames, perda auditiva e reabilitação auditiva, sempre com base em informação clara, responsável e acessível.

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